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20 março

{Resenha} Escola de Equitação para Moças - Anton Disclafani

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E ai, gente?
Finalmente estamos de volta! A resenha de hoje é de um livro muito bom, mas também melancólico da Editora Intrínseca. 






Editora: Intrínseca
Publicação: 2013
Em meio à Grande Depressão, enquanto os Estados Unidos estavam à beira do abismo e os dias de bailes de debutantes e vestidos elegantes estavam contados, Thea Atwell, de 15 anos, é afastada de sua casa, na Flórida e mandada para uma escola interna para meninas. Situada nas montanhas de Blue Ridge, na Carolina do Norte, a Escola de Equitação Yonahlossee para Moças é bem diferente da infância idílica que Thea levava com o irmão na fazenda da família – um mundo agora parcialmente arruinado. Enquanto avalia sua responsabilidade nos acontecimentos do passado que a levaram àquele lugar, Thea se vê inserida em um novo mundo, comandado por beleza, dinheiro e amigos influentes, que vai mudar o que ela acredita ser possível para ela, sua família e seu país.


O livro é narrado por Thea, do futuro, e trata principalmente de um ocorrido que afetou toda a sua família. Esse ocorrido é um segredo, e ela vai nos revelando aos poucos. O que é certo é: ele afetou sua família e a levou a passar por tudo que está passando: a entrada no internato e seu sentimento de culpa e de autoflagelação.

Algo que fica bem evidente desde o início do livro, é o amor de Thea pelos cavalos e pela equitação, o que torna sua estadia no internato um presente, tanto quanto um castigo. Thea vai se entregando à rotina do lugar, às pessoas, e vai descobrindo que consegue existir sem sua família, sem seu irmão gêmeo.

Durante o decorrer da história, Thea vai nos apresentando sua família: Sam, seu irmão, seus pais, Georgie, seu primo e os pais de seu primo, que tem participação ativa na vida da família. A gente praticamente acompanha o crescimento de Thea, Sam e Georgie, e eles tem uma infância de dar inveja, com o casarão de Thea, e seu jardim tendo toda a extensão das terras de seus pais, que vão até perder a vista e, principalmente, a liberdade de ir e vir por estas terras como bem entenderem, já que não tem vizinhos ou outras pessoas por perto.

Thea nos conta tudo isso ao mesmo tempo em que narra suas novas experiências na escola. O década ainda é 1930, e as mulheres ainda não tinham pouca ou nenhuma autonomia. A Escola para moças ensinava um pouco de disciplinas como a história e francês, mas as moças nem mesmo eram avaliadas, e a importância dada ás aulas de equitação eram muito maiores. Mesmo o interesse em alguma faculdade, já que estamos falando de meninas ricas, tinha o objetivo de conseguir um marido e formar uma família. A mulher e seu papel na sociedade são conceitos bem menosprezados na história.
“Em Yonahlossee aprendi a lição que tinha começado a ensinar a mim mesma em casa: minha vida era minha. E tive que reivindicá-la para mim.”
Voltando um pouco para a personagem, Thea, a autora conseguiu quebrar a expectativa de uma personagem boazinha injustiçada, ou da riquinha mimada. Thea é um pouco de tudo e, confesso, não sou sua maior fã. Como ela não veio de uma família inserida em um círculo social, e não carrega a responsabilidade manter o nome ou status da família, ela se acha superior ás outras meninas que tem essa preocupação em mente, mesmo que ela não perceba. E sua antipatia com uma colega de quarto, Mary Abbot, foi uma coisa que me irritou muito, porque não tem sentido na história. A pobre coitada é descrita com características que nos causam asco pela personagem desde o início.

Thea é destemida e gananciosa. E acaba por cometer erros de uma garota que não sabe o seu lugar.

Gananciosa foi também a autora, que quis dar doses de erotismo ao livro mas, na minha opinião, errou na dose. Ela descreve as experiências de Thea, com a mente de alguém experiente, que sabe o que está fazendo, quando, mesmo sendo uma menina á frente de seu tempo, Thea ainda é só uma menina que mal reconhece que está crescendo.
“Meus pais tinham me mandado embora porque perceberam que eu era uma menina que ansiava demais, desejava em excesso, de forma inapropriada. E, naquela época, todo aquele desejo era perigoso.”
No geral o livro me agradou, foi uma leitura leve, tranquila, que trouxe uma visão diferente do mundo, principalmente da perspectiva feminina. Achei que o final deixa todo o livro com uma aura de melancolia, mas que também traz uma lição de autonomia. Nós somos tudo de que precisamos pra construir uma vida boa, e mesmo o passado tendo sido maravilhoso, ás vezes temos de romper com ele e talvez seja pra melhor.

“Eu queria tudo [...] , aprendi que era uma menina que conseguia o que queria, mas não sem tristeza, não sem deixar um rastro de destruição tão grande que consumiu minha família. E quase a mim. Quase o trilhei junto com minha família, quase me perdi. Mas eu era egoísta demais. Eu queria demais. E nada do que aconteceu foi uma decisão minha, uma lista pré-concebida, um plano articulado. Não escolhemos quem amamos. E ai de todos nós, por causa disso.”


11 março

{Resenha} Vida e Morte - Stephenie Meyer

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Oi, oi pessoas!
Agora estamos oficialmente de volta com o blog depois de tantos meses, ufa!
Hoje eu vou falar de um livro que esperei muito pelo lançamento no ano passado e que tive a oportunidade de ler no inicio desse ano. Vida e Morte, a versão de 10 anos do nosso famoso Crepúsculo.


Ano: 2015
Editora: Intrínseca
Paginas: 391


Quando Beaufort Swan se muda para a sombria cidade de Forks e conhece a misteriosa e sedutora Edythe Cullen, a sua vida dá uma volta emocionante e aterrorizadora. Com a sua pele de porcelana, olhos dourados, voz hipnotizante e dons sobrenaturais, Edythe é ao mesmo tempo irresistível e enigmática.
O que Beau não percebe é que, quanto mais se aproxima dela, mais se coloca a si mesmo, e àqueles que o rodeiam, em risco. E pode ser demasiado tarde para voltar atrás...
Para comemorar o décimo aniversário de Crepúsculo, Stephenie Meyer escreveu Vida e Morte, uma reimaginação ousada e fascinante da icónica história de amor, que irá surpreender e fascinar os leitores. Esta dupla edição especial inclui um prefácio da autora, bem como o romance original.

Vida e Morte nos apresenta basicamente a mesma história de Crepúsculo narrada pela perspectiva de Beau Swan, um garoto de dezessete anos que deixa sua protegida mãe em Phoenix para passar uns tempos com o pai na fria e úmida Forks. Em Forks, ela precisa se acostumar a uma nova escola, clima e pessoas. 
É na escola que ele vê Edythe Cullen pela primeira vez, e a bonita e misteriosa moça vai fazer mais parte da vida dele do que ele imagina. 

Narrado em primeira pessoa, Vida e Morte nos mostra a visão de Beau em situações parecidas com as de que vivemos com Bela em Crepúsculo, mas com algumas distinções e acréscimos em determinadas partes. E assim como em Crepúsculo, a leitura é fluida, simples e talvez mais gostosa. 
Os Personagens possuem personalidades totalmente distintas da Bela e do Edward. Beau diferente Bela, é divertido, espontânea e cativante. Tanto nos pensamentos quanto na interação com outros personagens da trama. E é muito engraçado ler sobre seus dramas adolescentes principalmente por ser um homem. 
Edythe mesmo se parecendo com com Edward também possui suas características próprias, uma delas é o seu lado cômico. E dessa forma, fica mais gostoso acompanhar a história deles, porque eles acabaram se tornando um casal cômico.
Uma coisa muito interessante é que, com exceção de Charlie e da mãe de Beau, todos os outros personagens do livro também tiveram os gêneros trocados. 
Mesmo sendo uma releitura, eu consegui sentir as emoções do livro. Fiquei aflita, emocionada, angustiada e com raiva como da primeira vez há sete anos atrás. O livro tem um lado original, incluindo o final da história, que me desculpe os amantes de sagas longas, eu achei melhor do que em Crepúsculo mesmo com todo sofrimento por causa de alguns personagens. 
Eu gostei muito da leitura. Não espera nem mais, nem menos que isso. Eu só esperava o livro, porque nossa, gente... Como eu esperei esse livro. 
O que eu posso dizer para quem pensa em ler mas tem receio por ser uma releitura é que não é apenas uma releitura. Posso garantir com palavras de uma amante de releituras, que as alterações feitas na história deixaram Vida e Morte uma releitura com surpresas de um Original. 
"Não é justo julgar as pessoas pelos pensamentos que têm. Eles foram feitos para serem particulares. São as ações que contam."
A diagramação do livro é tão simples quanto aos livros da saga original. E por ser Vira Vira, é bem grosso. Eu particularmente iria gostar mais se fosse apenas Vida e Morte, porque mesmo se for um livro tão aguardado como esse foi na minha vida, os Vira Vira nunca conquistarão totalmente meu coração. 
No mais, recomendo o livro tato para os fãs de Crepúsculo, quanto para quem não conhece a história original. Vai que depois de Vida e Morte você não embarca na saga dos Vampiros que Brilham? 

04 março

Comprar livros on-line ou na Livraria?

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Oi, oi pessoas! 
Um dia desses eu estava relembrando meu passado feliz onde eu ainda comprava livros e sentia a sensação de abrir as caixas do Submarino. Tempo bom esse que eu tinha + dinheiro e - xerox para tirar haha. Mas deixando a melancolia de lado, vocês gostam de comprar online? Eu percebi que já faz um tempo que eu não vou em uma livraria para comprar livros -só para pegar marcadores hehe-

A facilidade das compras on-line somada aos diversos descontos que encontramos pelos sites, deixaram as livraria em segundo plano na minha vida de leitora consumidora, e a tela do meu computador e os muitos e-mails tomaram os lugares dos livreiros e passaram a me mostrar os mais variados livros. 
Isso por um lado é muito bom. Você não precisar sair de casa para comprar livros e ainda por cima comprá-los por um preço que na maioria das vezes é muito mais acessível é incrível e cômodo. Mas, vocês já pararam para pensar que comprando livros dessa maneira ficamos meios que presos em um único seguimento? 
O google e os servidores hospedados nele, nos apresentam as coisas já baseadas nas nossas pesquisas. E as novidades apresentadas são semelhantes à antigas compras, porque dessa forma nos interessaremos mais pelo produto, já que possuímos outro semelhante a ele. 
E eu, jovem universitária que trabalha e estuda não tenho entrado muito em outros blogs, então dessa forma meio que não acompanho as novidades, não leio muitas resenhas e acabo ficando ali em um "esteriótipo" que eu mesma criei. Isso é engraçado né? 
Mas no fim eu ainda acho as compras on-line melhores, tanto pelo preço, quanto pela facilidade. Só que agora -vamos voltar a comprar livros amém- vou voltar a acompanhar os blogs dos meus queridos amigos blogueiros, as editoras que eu gosto e quando for na livraria vou sofrer um pouco passando pelas prateleiras. 
Diversificar as leituras além de ser muito bom para o meu conhecimento também não deixa que elas fiquem massantes. Ler demais o mesmo assunto é chato, e por esse motivo passarei a pesquisar mais.  

E é isso, eu prefiro comprar os livros on-line e vocês?

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