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10 junho

Tem um diploma no fim do túnel

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As vezes eu não consigo entender como icebergs tão grandes e fortes conseguem ser atingidos por outros fatores da natureza ao ponto de virarem meros nada. Lembranças históricas, estudadas por profissionais e marcadas nas etiquetas que em tal ponto, só servem para ressaltar como as coisas estão acontecendo do jeito errado.

A culpa não é da grande rocha congelada, longe de ser, mas no final, é ela a única que vai sentir os impactos reais de tantas mudanças. É assim que eu tenho me sentido durante todo esse semestre. No sétimo período do curso de Jornalismo, em uma das faculdades mineiras mais fortes na área, eu sou um iceberg. 

O TCC deveria ser mais fácil. Eu sonhava com ele. Desde o primeiro período observando possíveis assuntos que poderiam ilustrar aquelas tantas páginas do meu artigo científico. Me aproximava dos professores, ponderava interiormente com o meu lado juíza de valores, qual deles poderia ser o meu grande auxiliador durante aqueles meses de desenvolvimento. 

O tema é mais do que pessoal. Está dentro meu dia a dia, completa as minhas ações e marca uma Bárbara “militante” que poucas pessoas pareciam conhecer. Com ele, eu esperava alcançar mais do que a banca, mas também, o mundo. Ser referência para outros artigos, auxiliar em projetos, ou simplesmente, abrir a mente de outras pessoas. 

Mas hoje, faltando nove dias para a defesa da minha banca, sinto o gelo escorrer pelo meu corpo de forma que cada vez fica mais claro: estou reduzindo, acabando. E talvez o sonhos de caloura não sejam possíveis, ou são? A insegurança anda ao meu lado tanto quanto as famosas e odiadas normas ABNT, então sei que o meu discurso em relação a este projeto, muda a cada segundo. Não sei o que está acontecendo. 

Mais a frente está plagium.com.br que pela vigésima vez analisa a possibilidade de plágio, corretores ortográficos, François, Vivians, Gabrielas, Guilhermes… tudo o que eu posso usar para tentar diminuir um pouco mais o meu derretimento, eu uso. Funciona? Eu não sei. 

Nove dias. Nove dias. Nove dias. Na parede de um presídio seriam nove riscos, na prisão da minha mente eu sei que riscarei um a cada dia que passar, porque a esperança é que, ao final destes, o sol já não bata tão forte, as camadas da minha pele parem de descer e eu consiga permanecer. Permanecer assim como comecei, um iceberg. 

Afinal, tem um diploma no fim do túnel. E uma longa vida pelo resto da estrada.

06 junho

O PAPEL DO CONSUMIDOR E O FUTURO DAS AGÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO NO ALCAR 2018

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Desde 1982 o mercado dos calçados esportivos nunca mais foi o mesmo. O motivo da revolução tem nome: Air Force One. Concebido pelo designer americano, Bill Kilgore, para a prática do basquete, o Air Force One foi um dos primeiros calçados em que a tecnologia das bolhas de ar - Air- foi empregada. 


O sucesso é comprovado através das mais de 1.700 combinações de cores lançadas até hoje, e tendo em vista a grande representatividade do produto, a Nike, em parceria com o blog brasileiro Sneakers BR e a loja paulista Guadalupe Store, organizou uma campanha especial para marcar a comemoração dos 35 anos do modelo. 

Batizada de “Sneakers BR Friends and Family - 35 anos de Air Force One”, a campanha reuniu 35 profissionais de ramos como design, música, criação de conteúdo e artes plásticas para personalizarem livremente um par calçado. Os profissionais podiam escolher entre as clássicas cores preto ou branco para aplicarem toda a criatividade de suas ideias. 

A estratégia representa uma tentativa de aproximação entre os consumidores e influenciadores e a Nike, na tentativa de proporcionar uma nova experiência com um modelo consagrado da marca, mas, por trás do processo, existe um conceito, que acredita na importância do consumidor como co-produtor. 

É sobre isso que Waldiane Fialho, Publicitária, especialista em Novas Tecnologias em Comunicação pela Fafi-BH, mestre em Artes Visuais (UFMG) e doutoranda em Administração pela PUC Minas, fala em sua oficina “Um novo modelo de negócio para as agências de publicidade”, na quinta edição do ALCAR, que ocorreu no dia 06 no campus Buritis do UNIBH. 




Com duas horas de oficina, Waldiane apresentou aos alunos presentes uma análise escrita por Pyr Marcondes, na qual o autor narra suas visões sobre o futuro das agências de propaganda e o que os profissionais precisam fazer para não se perderem nas mudanças do mercado, tendo entre elas, a aceitação do consumidor como co-produtor. 

Além disso, o tempo final foi reservado para uma atividade prática realizada no editor de fotos online, Canva, onde foi solicitado que, em duplas, os estudantes montassem infográficos, apontando pontos do texto que foram considerados relevantes.


O Alcar Sudeste 2018 ocorreu nos dias 5 e 6 de junho no Centro Universitário de Belo Horizonte, contou com mais de vinte oficinas, ministradas por especialistas e atrações musicais. Comunicação, tecnologia e aprendizados. Não se pode negar que esta edição realmente surpreendeu e cativou quem passou por lá!

FONTES: 
Friends & Family – 35 Anos De Air Force 1 – Parte 5. SneakersBR. Disponível em: <https://sneakersbr.co/sneakersbr-friends-family-35-anos-de-air-force-1-parte-5/ >. Acesso em: 07 JUN. 2018.

O setor vive sua maior crise desde que surgiu e precisa agora rever seu modelo de negócios ou sofrer com a indecisão. Pyr Marcondes. Disponível em: http://www.proxxima.com.br/home/proxxima/blog-do-
pyr/2016/05/16/agencias-de-propaganda-o-que-sera-delas.html&gt;. Acesso em: 07 JUN. 2018.
28 maio

Recomeçar é preciso para ir além

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Um dia desses eu estava assistindo ao filme DUFF, enquanto cumpria minhas obrigações do dia a dia e pensei divertida, em como certas fases da nossa vida chegam ao fim. 

Às vezes nem mesmo percebemos e não é pra menos, constantemente passamos por turbilhões de emoções que levam rotinas na mesma proporção que as trazem.  Ah, vamos lá, já deve ter acontecido com você, não é? Eu não posso ser a única esquisita que muda com constância as ações cotidianas. É involuntário, é imprevisível. 

Deixar de falar com aquela pessoa, de participar daqueles encontros, de ouvir aquela música, tudo isso, compõe fases. Do substantivo feminino, no dicionário, fases significa cada um dos estados de algo em evolução ou qualquer coisa que passa por sucessivas mudanças, tipo a sua vida



Em alguns momentos você pode querer voltar. Ai já viu, né? Chama no whatsapp, aparece de surpresa, coloca a música no repeat, mas eu preciso te dizer, meu amigo, nenhum recomeço será como antesNão será, porque não é só a sua vida que mudou. 

De quantas páginas em branco você precisa? Fonte: Unsplash

Quem está ao seu redor também muda, também cresce, também faz novos amigos. Os rolês tops que você ia, param de acontecer. O cantor que você amava, segue carreira solo, deixa de cantar aquela música, morre.  Sabe o que é isso? Isso é um recomeço. 

É sério, recomeçar. E hoje, eu venho falar com vocês de mais um recomeço dentro desta toca. "Pô, Bárbara, mais um?!" sim, cara, e eu nem posso prometer que é o último, mas juro tentar fazer com que este dure. Eu quero fazer durar. 

E farei o possível para que isso aconteça, sabe por que? A verdade é que a profissão que eu escolhi foi o que me impulsionou a criar um blog antes mesmo de iniciar a minha formação - lá em 2013 -, mas também foi ela que me afastou daqui. 

E hoje, sei que eu sou muito diferente de quando tinha lá meus dezesseis anos, assim como provavelmente quem ainda acompanha, ou quem virá a acompanhar o meu blog, provavelmente não sinta atração com o sistema de postagens e qualidade de conteúdos que eram postados. 

Por isso, hoje inciamos uma nova fase que vai além das páginas dos livros, além das músicas do momento, das peças de teatro, mas nunca sem elas. Espero que vocês gostem de tudo que estou preparando, de conhecer um pouco mais a Babs, quase jornalista, viciada em livros, em músicas desconhecidas, que está entrando numa vida saudável e tem um milhão de pensamentos para dissertar. 

Sejam bem-vindos a mais uma fase da Toca da Babs!

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